UA-138745886-1 O assassinato da língua portuguesa mais uma das trapalhadas do ex-ministro Fernando Haddad

O assassinato da língua portuguesa mais uma das trapalhadas do ex-ministro Fernando Haddad

January 5, 2019

Agora que as eleições já passaram, creio que nós aqui do Cantinho da Revisão podemos expor nossa opinião sem receio de estamos sendo antiéticos. Como todos sabem, um dos obstáculos para o desenvolvimento do Brasil é justamente o baixo nível da nossa educação e em 2011 o nosso atual ex-ministro da educação provocou uma polêmica entre os escritores, educadores, os membros da Academia Brasileira de Letras, enfim, provocou um alvoroço ao distribuir livros do MEC com a linguagem popular "nós pega", etc. Antes de associarmos ao "equívoco de concordância gramatical" ou ao "preconceito linguístico" já que se trata de uma linguagem popular, devemos frisar bem aqui, no nosso blog, que a autora do livro em questão não pretendia de forma alguma promover o ensino dessa maneira de falar ou escrever e sim fazer com que todos os alunos aceitassem em sala de aula todo tipo de linguagem, ao invés de reprimir os que usam a linguagem popular. É ousado, visto deste ângulo a defesa deste direito, eu também li "Preconceito Linguístico" e tenho ele ainda na minha cabeceira. Contudo, não vejo como uma grande descoberta o fato da linguagem reproduzir as desigualdades sociais, definitivamente este não é o problema. Sim, nós aqui do Cantinho da Revisão acreditamos que o papel da escola não é só o de ensinar o correto, mas cabe também à escola combater o preconceito contra os alunos que falam a linguagem popular, porém, não cremos que devemos perpetuá-la, já que em uma entrevista de emprego o aluno falando "nós pega" dificilmente será contratado. Por isso, acreditamos que, como o livro foi usado para turmas do  Ensino de Jovens e Adultos (EJA), caberia em primeiro lugar, a promoção de um preparo dos professores para a utilização do material em sala de aula, pois é preciso que os professores entendam a proposta para não desvirtuar, apesar do material ser acompanhado de um livro guia ao professor e os parâmetros curriculares do MEC explicam a abordagem variada da língua, mas como os livros foram distribuídos para escolas de todo o país, ficou claro que não houve controle algum. Enfim, como ministro da educação, Haddad quase acaba com o pouco que ainda nos resta da mesma.